This is not a diary

agosto 2, 2009

  Eu venho aqui em busca de compreensão.

 Eu venho aqui, numa busca desesperada pela existência, que talvez exista em algum outro lugar, mais frio e mais interessante, onde talvez alguém me leia e me resgate.

 

Não há um dia que se passe, em que eu não pense se fiz merda.

 Não há um dia que se passe, em que eu não pense que tudo foi exagero da minha cabeça.

 Mas então; o que fazer com esse amor que eu sinto?

 Algumas pessoas o escondem e eu o ponho pra fora.

 Isto não é um diário, isto é um grito desesperado de socorro, pois não há um dia sequer em que eu não pense em correr de volta pra você e pro seu nariz perfeito.

 Já pensei que talvez estivesse morrendo de amor. Ninguém mais morre de amor, nem eu vou morrer. Talvez eu morra de câncer, mas sonhei com escorpiões. Sou de sagitário e não acredito em merda nenhuma.

 

 Eu busco as respostas nos lugares errados.

 Foram 12 garrafas, alguns cigarros, se bem que eu nem fumo e algumas fodas mal acabadas que só me deixam fodido.

 

 Será possível nunca esquecer alguém?

 

 Daí eu faço o que o meu psicólogo disse. Dr. Gostosão me disse pra focar em outras coisas. Eu foco na minha barriga e no meu dinheiro. Grande bosta. Um dia terei dinheiro suficiente pra tirar a barriga e ai só sobrará o dinheiro para me importar.

 

 Eu não vou dizer quem eu sou. Eu não vou absolutamente dizer de quem eu gosto. Um dia, te direi quem eu odeio. Mas é isso e só.

 

 E eu odeio você meu amor.

 Apesar de saber que não é verdade.

 Então eu me concentro no dinheiro e compro doritos apimentado pra fingir que superei tudo e que sou foda.

 

 Se quiserem saber quem eu sou, procurem a minha arcada dentária.

 Aqui eu enterro os meus ossos.

 Deixo pra você a minha alma, pois assim como os dentes, ela e eu somos eternos e não há nada, absolutamente nada que você ou eu possamos fazer.